O Stress do Processo de Imigração


Lembro bem das agonias que passava com meses de espera. Aguardando a marcação de entrevista, angustiado com a chegada da entrevista, correndo pra dar entrada no federal, acompanhando todo dia o status no E-CAS, angustiado pois os exames médicos não chegavam logo, depois a correria pra arrumar tudo, vender, preparar, comprar, pro dia da viagem.

Ahhh bons tempos... hahahahahhahahaha

Só uma coisa não realizamos (pensamos) nestes momentos, que o processo de imigração começa realmente quando chegamos ao Canadá, Quando realizamos que é bem diferente do que pensávamos, que não é tão fácil assim quando acreditávamos. Mas isso é normal de nós seres-humanos, pois quando queremos muito alguma coisa, não colocamos na conta algumas dificuldades verdadeiras, amenizando-as. Da mesma forma quando estamos apaixonados, as qualidades ficam inchadas e bem visíveis e os defeitos praticamente desaparecem.

Acompanhando listas de e-mail de imigração, leio o povo angustiado esperando rotícias dos consulados, hehehehehhehehe, e lembro de mim, o quanto eu também estava, mas agora estou do outro lado e dou até risada.. hahahahahahhahahaha.

Não me arrependo, não mesmo, mas tudo foi mais difícil do que eu pensava em todos os sentidos, até mesmo administrar a saudade dos que vieram comigo, Suzel e as crianças não foi fácil.

Mas se colocarmos a mesma paixão quando aqui estivermos, com certeza o sucesso será o mesmo do resultado do processo, vistos nas mãos. Mas nossa tendência depois que chegamos por aqui é pensar: Consegui e acabou, finalmente, doce engano, a vida está começando, devemos nascer de novo literalmente, aprender a andar. comer, vestir, estudar e trabalhar, montar a casa, administrar as coisas de maneira diferente. A vitória chega quando as rotinas se ajustam, todos estão felizes, adaptados e conformados e podemos chamar nossa casa de CASA novamente.

Abraço

Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3


Comentários

Pati disse…
Oi Wellington, apesar de acompanhar o blog de vocês há um tempão acho que este é o meu comentário por aqui... Parabéns pelos ótimos textos!

Que bom que você entende e é solidário com a nossa dor rsrsrs... É uma saudade do futuro! Eu entendo que a imigração só começa quando chegamos aí e todos com quem tenho conversado me falam das dificuldades do começo. Bem, mas como eu queria que esse começo já tivesse chegado! Talvez eu esteja muito "apaixonada" e com borboletas no estômago... Mas ficar com um pé aqui e outro aí é ruim demais!

Abraço para vocês!
Pati
Pati disse…
Oi Well, eu de novo... Eu entendi o seu texto e não levei como pessoal não rsrsrs...

Na verdade deixei o comentário porque gostei do que você escreveu e estou ansiosa para que essa parte chegue logo!

Abraço e bom findi para vocês!
Pati
Quer dizer então que vc anda dando risada do desespero alheio né?
kkkkkkkkkkkk.......
Ta bom, um dia eu vou dar também...

Abraços!
P disse…
ai, eu tenho a impressão de que isso deve levar tanto tempo! desenvolver os hábitos que nos atrelam ao lugar, fazer as novas amizades, desenvolver uma relação especial com os bairros, os eventos, a língua...nesse meu mês de iminente partida estou muito ansiosa, mas confesso, bastante assustada de recriar os novos laços. que venha o melhor!
CHUCHUS disse…
Olá Well!!!

Vou postar o meu comentário aqui para dizer que TUDO o que você escreveu é a pura verdade. Quando chegamos aqui, com o dinheiro que trouxemos do Brasil, é muito bom. Mas a medida que os meses vão passando e as dificuldades vão aparecendo, a coisa muda... E temos que ser fortes.

Aos que ainda estão no Brasil, não interpretem mal o post que o nosso amigo escreveu. As dificuldades aqui são muuuuuuitas, e muitas vezes devemos ter a clara certeza de que realmente é isso que queremos. E todos, depois, vão ler este post e dar as mesmas "risadas" dos que ainda estarão no processo, e vão se dar conta que os problemas deles estarão só começando (ou não)! rsrsrsrsrs

Abraços, Ju.
Bea, Glau & Juju disse…
Muito significativo esse texto pra mim. A frase que mais me tocou no final, foi a de quando podemos chamar de casa! Isso, principalmente para quem tem filhos, pois a preocupação maior é sempre com eles. Apesar de todos dizerem que as crianças sempre se adaptem rápido, pais e mães pensam muito nisso, e eu penso. Por isso, poder dar o mais rápido possível conforto e segurança para poder ter um lar, pra mim é prioridade.
Nada do que passamos até agora chega aos pés do que enfrentaremos quando chegarmos lá!

Abraços,

Bea
Família Ramos disse…
Olá Wellington,

O engraçado é que quando estamos esperando as etapas, parece que elas demoram séculos. Mas depois de vencidas as etapas burocráticas aqui no Brasil, quando pensamos e olhamos para trás a sensação que fica é que foi rápido demais!!
Interessante isso de como muda nossa percepção do tempo decorrido de acordo com a etapa em que estamos.
Vamos para Montréal em pouco mais de 1 mês e esperamos que um dia possamos realmente chamar esse novo lar de CASA.

Abraços,
Alessander e Marcela
Carol disse…
Olá Wellington,

esse texto caiu como uma luva,pois estou vivendo a tensão da espera dos exames e todo dia que chego em casa e vejo que nao tem carta fico triste...

Valeu pela mensagem ... pois sei que nao sou a unica :D
Tiago Duarte disse…
Wellington sempre auxiliando a todos com suas palavras certas! Nunca migrei, mas já morei fora como se assim fosse...

Uma dos grandes auxílios dos Blogs é mostrar justamente que nem tudo são flores, mas que elas existem... basta ter a paciência necessária para dar-lhe água, sol, cuidar da terra e tirar as ervas daninhas... fazendo nossa parte para que Deus faça a Dele e com o tempo ela desabrocha!

Abraços,
Tiago

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